13.8.11

Meninas vou postar agora um e outro mais logo ;)
E eles dizem que o Pablo saiu lesionado, coisa que me é difícil de acreditar, até porque em momento algum da primeira parte eu vi o Pablo mal ou a queixar-se... Mas como pelos vistos o Jesus também o referiu na conferencia depois do jogo, vou ter que acreditar que sim!

Espero que gostem deste capítulo, bom fim-de-semana.

p.s - todas as montagens do aimar postadas neste blog são editadas por mim, se quiserem usar, peço que coloquem um "by:Jane" em algum lado :) gracias


 

 

 Segui até ao aeroporto onde apanhei o meu voo de regresso a Lisboa. Estava mais do que na altura de me deixar cair de novo nos braços do Pablo.
Permaneci todo o voo acordada com um sorriso estampado no rosto. A ironia do destino de como tinha começado esta viagem de rastos, num choro incontrolável e a forma de como a terminei com um sorriso estampado no rosto, explicava que qualquer ser humano poderia ultrapassar todos os seus problemas. A teoria do a seguir a tempestade vem o sol, aplicava-se bem aqui. E por tudo estava grata ao Leo. Sabia que era um amigo que tinha ganho para a vida.
O avião aterrou naquela pista que eu já conhecia e tudo se passou em segundos, desde que me levantei do meu lugar no avião e passei pela porta de desembarque até que avistei o único homem da minha vida. Aquele que me fazia feliz. Aquele que conseguia por o sorriso mais bonito do mundo no meu rosto. Assim que o meu olhar cruzou o dele, um maravilhoso sorriso se formou nos seus lábios. Vi os seus olhos brilharem tal e qual como da primeira vez que nos beijamos, na sua varanda. Queria urgentemente sentir os seus braços a envolverem o meu corpo.
Dirigi-me até ele, ainda que num passo apressado, mas normalmente. E assim que faltava cerca de 1 metro para os nossos corpos se tocarem larguei as malas, e os meus braços rodearam o seu tronco, as suas mãos encontraram a minha cintura, o meu rosto enterrou-se no seu pescoço, e o seu nos meus cabelos. Os sorrisos continuavam lá, estampados em ambos os rostos. As suas mãos passaram da minha cintura para o meu rosto, e puxaram-me para um subtil mas apaixonado beijo. O meu coração tinha disparado a mil mas sentia-me bem. Sentia-me eu… A tristeza não estava mais lá!
Os nossos lábios quebraram o beijo para que o nosso olhar se cruzasse mais uma vez, e de seguida nos agarrarmos novamente para mais um pequeno beijo e outro e mais outro. Até que nos apercebemos de que se calhar, aquele local não era o melhor para aquilo. Ambos voltamos a quebrar o beijo, baixamos os nossos rostos envergonhados, peguei nas malas e seguimos.
O Pablo tinha prometido que passávamos primeiro em casa da Sara ou ela morria de saudades e assim foi.
- OH MEU DEUS! – foi tudo o que ela disse, assim que me viu entrar naquela casa e correu para me abraçar.
-Olá Sara! – disse-lhe e acenei para o Javi que também lhe fazia companhia em casa.
-Jane, não sabes o que nos custou não te ter cá. Nós estávamos aqui para ti não precisavas de ter ido para Barcelona… Mas isso agora não importa! Estas melhor?
-Sim… - disse com um sorriso tímido no rosto.
-Hola Jane! – disse o Javi vindo cumprimentar-me.
-Hola Javi!
-¿Mira que no volvas a hacer eso y dejar Pablo solo, está bien? Caso contrario nosotros lo tenemos que aturar.
Ri-me. –Ele a que vos atura! – envolvi os meus braços a volta do Pablo. –Não, mas nunca mais deixo este homem sozinho, ou ainda se atiram a ele! – e todos nos rimos.
Deixamos a Sara na paz com o Javi e seguimos para casa do Pablo… Ele ajudou-me a levar as malas para cima, arrumei tudo e sentei-me com ele na sala….
Tínhamos uma longa conversa pela frente.
-¿Hablamos? – perguntou-me sem tirar um sorriso carinhoso do rosto.
-Sí! Antes de algo yo quiera decir que lo siento… No quería ter lo dejado solo sín decir nada… Yo solo necesitaba de irme… Salir de aquí. Yo necesitaba ser fuerte y seguir…
-Shhh! – disse-me pousando um dedo sobre os meus lábios. – No importa cariño. Ya paso! La culpa eres mía… Yo debería de ter me quedado aquí para ti… yuntos… Y darte lo amor que necesitabas! –disse-me.
Discordei acenando que não com a cabeça… mas via nos seus olhos que ele se culpabilizava por isso. Calei-o puxando-o para um beijo forte e demorado.
-No… No és culpa de minguen! Lo que paso, paso! Solo no te quiero perder… Pero no és tu culpa cariño…  -disse-lhe ainda com o rosto colado ao dele.
-¿Y la depresión?
-Ya paso! Leo me indicó la mejor psicóloga de España… Y ella me ayudó! Consigo vivir con lo que se pasó! Solo tengo que ser feliz contigo. Y… podemos siempre tentar una vez más! – confessei-lhe mordendo ligeiramente o lábio.
Sorrisos apareceram em ambos os rostos. Os seus lábios procuraram os meus para se entregarem a uma dança suave e apaixonante. E assim ficamos ambos no sofá, comigo deitada sobre o seu peito, adormecida enquanto ele me fazia pequenas festas no cabelo.
O dia passou calmamente, mas depressa chegou a noite. A noite pela qual eu desejava a dois meses. A noite onde eu podia adormecer, eternamente nos seus braços, perdendo-me no seu perfume. As pontas dos seus dedos faziam pequenos e saborosos círculos sob a minha pele. Voltar a sentir o bater do seu coração contra o meu corpo era completamente relaxante. Era aquela sensação maravilhosa de um momento de maior paz no mundo do qual não queremos mais sair. E assim adormeci nos seus braços, com um subtil sorriso no rosto.

 

tags:
sinto-me: :3
música: oasis - stop crying your heart out
link do postPor pablitoaimar, às 18:33  comentar

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