3.11.10

Oi, antes demais agradeço a compreensão. Para vos compensar hoje deixo-vos 3 capítulos. Sim leram bem 3!

Mas antes dos capítulos quero deixar só uma pequenina coisinha até porque o Aimar completa hoje 31 anos.

 


 

 

 

Pablo César Aimar Giordano, nasceu a 3 de Novembro de 1979, em Río Cuarto, e hoje completa 31 anos de idade. É com muito orgulho que o temos no Glorioso e espero que fique pelo menos mais um ano ou dois.
O nosso EL MAGO, que nos trás muitas alegrias, que nos premeia com golos magníficos à Maradona. Que nos delicia com a sua magnifica classe a jogar e com a sua magia.
Uma vez ele disse que era o "Aimar que jogava bem e o que jogava mal" Eu falo por mim, eu vou sempre estar lá para o que joga bem e para o que joga mal.
Sem dúvida uma peça importante na equipa. El mago, El pibe, o Pablito, ou simplesmente Aimar.
Um prenda? Acho que uma boa prenda para o Aimar seria provavelmente ser chamado mais uma vez à alviceleste, e eu acredito que sim.

FELIZ CUMPLEAÑOS  
e as melhoras!

 

Jane.

 


 

12


Acordei com a sua respiração no meu pescoço… E de novo apareceu um sorriso no meu rosto. As minhas mãos sentiram de novo o seu peito nu e dei-lhe um leve beijo nos lábios. Senti os seus braços puxarem o meu corpo para o dele.
-Buenos días. – disse-lhe com um sorriso no rosto.
-Buenos días pequeña. – disse-me sorrindo e retribuindo-me o beijo.
Aquele sorriso era lindo demais. –Pablo… tienes el sorriso más lindo del mundo… - disse-lhe. Ele sorriu de novo e eu derreti-me mais um bocadinho.
-Y yo tengo la novia más linda del mundo. – disse-me passando uma mão pelos meus cabelos. Corei. Era a primeira vez que ele dizia que eu era namorada dele. E isso aquecia-me a alma.
-Cuando nos vamos a ver tus pequeños? – perguntei.
– Despues del  almuerzo.
-Ok, me voy a casita bañarme primeiro. – disse-lhe dando-lhe um beijinho na testa.
Ele olhou para o relógio. –Tenemos tiempo. Yo te llevo a casa. Permítame sólo  bañarme primero.
-Sí… Yo voy a preparar algo para el desayuno.
Ele sorriu e seguiu para a casa-de-banho. Levantei-me vesti a roupa interior, fui até a cozinha. E enquanto pensava no que preparar vi a camisola dele no sofá da sala. E a noite veio-me outra vez a mente como flashes. Sorri, peguei na sua camisola, cheirei-a. Estava completamente envolvida num perfume fantástico. Perfume que se alastrava pelo corpo dele e agora pelo meu. Vesti-a e fui preparar alguma coisa. Quando dei por ela, já ele permanecia, do outro lado do balcão a olhar-me e com um sorriso lindo nos lábios.
Sorri-lhe e levei as coisas para a mesa.
-Sabes, quedaste tan guapa con mí ropa. – disse-me.
Sentia os seus olhos queimarem-me cada centímetro da pele. E no entanto isso já não me incomodava nada.
-Sí? – perguntei.
-Sí mucho. – disse-me puxando-me pela cintura para me beijar ternamente os lábios
Tomamos o pequeno-almoço e fizemos a viagem de novo até minha casa. Ele subiu, mostrei-lhe os cantos à casa. E fui tomar banho. Depois do banho tinha de ir da casa-de-banho até ao quarto enroscadíssima numa toalha o que implicava passar a frente do Aimar naquelas figuras.
Mas lá fui eu. Pé ante pé e com muita sorte minha ele estava distraído com uma revista de futebol que estava lá em cima da mesa. E nem me viu passar, ou pensava eu.
-Puedes ir así, es muy sexy.
Revirei os olhos e olhei para trás e lá estava ele na mesma posição de à bocado a espreitar por cima da revista.
Encolhi os ombros e forcei um sorriso. - 5 minutos y yo estoy lista. – pisquei-lhe o olho e entrei no quarto.

 

 

Vesti um top rosa clarinho e umas calças neutras de cinta subida, vesti um blazer azul-marinho e para completar os meus botins cinza. Adornei com um cinto camel e peguei na mala, cabelo natural e estava pronta.
E quando saí do quarto, a Sara entrou em casa no preciso momento.
-Oi Janezinha. – deu-me um beijo e olhou-me de cima a abaixo. –Onde é que vais a estas horas? Não me digas que já vais ter com o Aimar? – perguntou-me.
Eu corei, levei uma mão a cara e baixei o olhar. Ela nem se tinha apercebido que ele lá estava.
-Hola.
Ela espreitou para trás de mim e ficou pior que branca. – Hola Aimar. –disse soltando um sorriso nervoso.
Ela gesticulou um desculpa com os lábios sem que o Aimar visse e seguiu para o quarto.
Ele levantou-se e pôs um braço à volta da minha cintura. –Vamonos? –perguntou dando-me um beijo doce na minha bochecha.
-Sí!
Fomos almoçar fora e depois fomos finalmente ter com os pequenos do Aimar. Eu não podia negar sentia-me nervosa. Primeiro porque eles nunca me tinham visto na vida e depois porque enfim…. E se eles não gostassem de mim? Eu só não queria que eles pensassem que eu lhes estava a roubar o pai.
Paramos em frente a uma casa, engoli em seco. Era agora! Era o tudo ou nada. Olhei para ele e ele sorriu-me o que me fez descansar um pouco.
-Que pasa estas com miedo cariño? – perguntou-me.
Eu limitei-me a permanecer em silêncio. Ele passou a mão pelos meus cabelos para me acalmar. –Elles van a gustar de ti. – e voltou a sorrir.

Tocamos a campainha e rapidamente vi a Ana abrir-nos a porta e duas criancinhas correrem para os braços do Aimar.
A Ana sorriu-me eu sorri-lhe timidamente. Acho que ela percebeu o nervosismo na minha cara. Voltei a olhar para o Aimar que estava mais feliz que nunca. Os seus olhos brilhavam como se fossem estrelas e na sua cara estava o sorriso mais rasgado que eu alguma vez tinha visto. Ele tinha agora uma menina que não deveria ter mais de 4 anos no colo e com um menino que deveria ter também por volta de 3 anos agarrado a sua perna a olhar-me e a esconder-se.

-Niños esta es Jane. –disse-lhes o Aimar.
A mais pequena sorriu deliciosamente o que fez aparecer na minha cara um sorriso.
-Hola, yo soy Sara. – disse-me com a voz de criança mais adorável do mundo.
-Hola Sara. – disse-lhe. Ela pôs os braços para a frente como que a dizer que queria vir ao meu colo e eu peguei nela.
Tão querida, tinha os olhos do pai, alias ambos os dois eram muito parecidos com ele. Deu-me logo um beijinho mal se viu no meu colo.
-Y tu? – perguntei abaixando-me perto do pequeno que estava agarrado as pernas do Aimar.
-Hola. – disse-me quase sussurrando  escondendo-se ainda mais.
Ri-me. Este tinha herdado a timidez do pai.
-Que pasa Agustín, Jane no te va a hacer malle. – disse-lhe o Aimar pegando-o ao colo.
Momentos depois surgiu a Ana de novo a porta com uma ainda mais pequenina ao colo que não deveria ter mais de um ano e meio.
-Juana! – chamou a Sara mal viu a pequenina.
-Pablo se no te importas hoy solo llevas Sara e Agustín. Juana tiene que descansar.  
-Sí, está bien Ana. Los trago de nuevo esta noche.
Eram os 3, crianças magnificamente lindas e calminhas. Eram os 3 a cara do pai. Lindos, lindos, lindos. Não eram meus mas eu já parecia uma mãe babada.
Despedi-me da Ana, dei um breve beijo na testa da Juaninha e segui com o Pablo, a Sara no meu colo e o Agustín no dele para o carro.
Colocamos ambos nas cadeirinhas e seguimos viagem. Agora estava com um sorriso na cara. Não tinha corrido assim tão mal. E Ana nem tinha comentado, perguntado sequer se eu e o Pablo estávamos numa relação ou não. Parecia-me bastante querida até.
Gostava de saber o que teria corrido mal.
-Entonces pequeños hoy vámonos al cine? – perguntou o Aimar olhando pelo retrovisor.
-Sí! – responderam em uníssono.
Olhei-o. Ele era um pai babado lindo de morrer. Era o pai perfeito.
-Tengo una perguntita muy seria para vosotros pequeños… - disse o Aimar. Olhei-o seriamente e com curiosidade.

-Vosotros gustan de Jane?

Fitei-os pelo retrovisor, engoli em seco e fitei o Aimar de seguida.
-Sí! Muy linda. – disse a adorável Sara. Olhei para trás e sorri.

-Agustín! – insistiu o Aimar. Olhei para o pequeno. Ele tapou a cara com as duas mãos espreitando pelos dedos. Sorri-lhe e pus-lhe a língua de fora e ele riu-se.
-Sí! – disse.
“Boa.” Pensei. Sentia-me muito mais descansada por saber da boca deles que gostavam de mim.
-Yo expliqué para vosotros que papa y mama ya no estamos untos, pero nosotros vamos siempre estar lá! Yo gusto mucho de vosotros. – disse-lhes. Vi-o fita-los de novo pelo retrovisor com orgulho nos olhos. Mas não percebia onde é que ele queria chegar. –Papa tiene una nueva novia. – disse-lhes.
E eu congelei. Senti um arrepio atravessar-me a espinha.
A Sara e o Agustín olharam um para o outro puseram a mão a frente da boca, olharam para mim e riram.
Fiquei sem perceber nada.
-Jane! – chamou a Sara.
-Sí cariño.
-Te gusta mí papa? – perguntou-me.
Eu fiquei a olha-la de boca aberta por meros segundos e depois o meu cérebro fez o clique. A pequena era mesmo esperta.
-De tu papa?.... Sí… yo… me gusta mucho tu papa. – disse-lhe.
- E tu papa, te gusta Jane? – perguntou-lhe.
Ele olhou-me com um sorriso enorme e voltou a por os olhos na estrada. – Mucho! Ella me encanta cariño.
Os pequenos voltaram a rir. Eles eram mesmo engraçados.                                                                 
Passamos a tarde toda com os pequenos. Uma tarde bastante animada devo dizer. Cheia de parques infantis, cinema para miúdos, e muita comida. Era lindo empurra-los nos baloiços, dar-lhes gelado a boca e o filme até era engraçado. Engraçado, engraçado foi a Sara apanhar-nos no cinema na marmelada e ficar mais interessada nisso do que no filme.
Depois de uma tarde em grande, fui com o Aimar levá-los de novo até casa da Ana. E seguimos viagem de volta.
-Aimar, posso te perguntar una coisita? – disse ainda que a medo.
-Claro guapa. – sorri.
-Porque es que tu e Ana se divorciaran? – disse-me ainda que muito que a medo, não queria tocar num ponto forte, mas eu precisava de saber.
-Desde que me vim para Portugal, nos quedamos más distantes no sé, el amor desaparejé  y ella se enamorou de outro. – disse-me. Pelo timbre de voz parecia-me bastante calmo e diria até que ele já tinha ultrapassado isso.
Olhei-o. – Sabes antes de saber que vosotros habían divorciado yo pensava que eso era imposible com vosotros. Yo tambíen no lo sabia mucho de vossas vidas pero, cuando mirava a vosotros e pensaba que estaban untos a tanto tiempo e tan felizes, era imposible entendes…. – disse-lhe mas parei de encará-lo.
Ele olhou-me. – Sí yo entiendo! Eres la vida, y tenemos que seguir adelante.
Agarrei a mão livre dele que não estava a segurar o volante e apertei-a com força. Ele sorriu e eu também.
Ele deixou-me em casa e depois de contar toda a minha noite ainda que por alto e sem pormenores à Sara que estava mais curiosa que sei lá o que e ela se ter desculpado mais umas quantas vezes pela figura dela em casa de manha. Segui até casa do Ruben. Eu prometi que passava lá e lá fui eu. Mas o que será que ele queria falar comigo?
Não fazia ideia.
Estacionei o carro na garagem dele e já o tinha a porta a minha espera.
-Olá. –disse-me dando-me dois beijos.
-Olá Rúben.
-Entra. – disse-me deixando-me passar. –Queres beber alguma coisa?
-Não Rúben. –Olhei-o ele deliciava-se com um copo de whisky na sua mão.  –E tu não devias de estar beber. – repreendi-o.
-Porque? Não posso?
-Amanha têm jogo.
-Eu não vou jogar! Ainda treinei condicionado.
-Humm. Mesmo assim Rúben! …Que querias falar comigo? – perguntei.
Ele pousou o copo no bar e sentou-se no sofá à minha frente.
-Aquilo que eu vi… Na garagem da Luz… Tu e o Aimar… Voces…
Desviei o olhar dele por segundos e voltei a olhá-lo. – Sim eu sei o que tu viste!
-Ele estava a beijar-te? Tipo… O Aimar, Jane?
-Sim Rúben o Aimar! Porque? Tem algum mal? – perguntei um bocado nervosa. Não estava a espera que aquele fosse o tema de conversa.
-Mas ele é muito mais velho que tu e divorciado e…
-Rúben! – interrompi-o. –Eu gosto do Aimar. E ele gosta de mim. Nada mais importa. O assunto da idade nem importa. Se eu tivesse 18 e ele 30 era bem pior não? E o ele ser divorciado ou não, não me é minimamente importante. – disse-lhe friamente. Ele não tinha que se meter na minha vida.
Tu gostas dele e ele de ti? – riu-se cinicamente. –E aprenderam a gostar um do outro em 4 meses foi? É que eu nem vos vi assim tantas vezes juntos a não ser daquela vez aqui em casa.
Desviei o olhar dele e gesticulei que não com a cabeça. Não acreditava que estava a ouvir isto da boca dele. – Nunca pensei que fosses assim! Porra, Rúben que raio se passa contigo? Tu não és dessas pessoas que só olha a pequenos pormenores sem importância. Qual é o teu problema com o Pablo? – perguntei directamente.
Mas tu gostas mesmo dele? – perguntou-me olhando-me nos olhos.
-Gosto! – disse-lhe friamente. – Mas isso não responde a minha pergunta!
-Eu não tenho nenhum problema com ele. – baixou o olhar. – O meu problema é contigo!
-Comigo? – perguntei.
-Sim contigo… - disse dando mais um gole no copo. – Desde que te conheci no Porto que tenho muito carinho por ti. Tu és diferente! Especial. Não me digas que não reparaste que eu gosto de ti.
Olhei-o boquiaberta. Não podia ser. Não podia ser verdade. Permanecemos ambos em silencio por segundos.
- Rúben… - engoli em seco. –Como é que… Gostas de mim? – perguntei incrédula. – Não… Não gostas… não gostas pois não? – perguntei completamente incrédula com o que se passava ali.
-Gosto!
Levantei-me, peguei na minha mala preparei-me para sair, mas o corpo dele barrou-me o caminho.
-Jane… - disse-me pondo-me uma mão no rosto. –Eu sou o melhor para ti, pensa nisso…- disse aproximando o seu rosto do meu.
Virei o meu rosto para o lado e empurrei-o afastando o seu corpo do meu.
-Rúben, Não! Eu gosto do Pablo. E isso não vai mudar. Esquece-me! Eu sei que tu consegues. E eu não quero nada perder a tua amizade. Mas não vai haver algo mais do que isso. Não vai! – disse-lhe pousando-lhe a mão no peito e saí.

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