7.11.10

15

 


Acordei completamente aninhada no seu corpo. Olhei para o relógio que marcava em grandes números vermelhos 9:00.
Tentei levantar-me da cama para vestir alguma coisa mas os seus braços agarraram o meu corpo.
-Donde vás cariño? – perguntou-me dando-me um beijo no ombro.
-Voy a vestir alguna cosa.
-No... – disse-me puxando ainda mais o meu corpo para o dele. –Me gusta sentir tu corpo desnudo…- disse-me ao ouvido passando as suas mãos pelas minhas curvas.
Corei e virei o meu corpo para ele. – Pablo… tus hijos pronto, pronto estarán despertados.
 
Ele puxou ainda mais o meu corpo para o dele e deu-me um leve beijo nos lábios e sorriu. Instantes depois vi uma figura pequenina abrir devagarinho a porta do quarto e espreitar. Era a pequena Sara que entrava agora no quarto. Dirigiu-se ao lado da cama do Aimar e subiu.
-Hola…  - disse baixinho e ainda com uma carinha de sono adorável.
-Buenos días cariño.- disse o Aimar agarrando-a nos seus braços e dando-lhe um beijinho. Enrosquei os lençóis a volta do meu corpo e dei-lhe um beijinho pequenino também.
Ela olhou-me e riu.
-Que pasa cariño? – perguntou-lhe o Aimar.
-Voy ter outro hermano?  - perguntou a pequena.
Eu e o Aimar entreolhamo-nos sem saber o que lhe dizer.
-No Sara… - disse-lhe o Aimar que também a olhava sem perceber.
-Pero papa, tu e Jane durmieran en la misma cama, estuvieran hacendó niños no? – perguntou inocentemente.
Eu fiquei perplexa a olhar para a pequenina e o Aimar sorriu.
-No cariño. – ele disse-lhe dando-lhe um beijo.
Ela saiu do quarto tão sorrateiramente quanto entrou e em seguida ouvimos o barulho da tv na sala.
Olhei-o, enterrei a minha face na almofada e ri-me da situação que se tinha acabado de passar. Como as crianças podiam ser tão inocentes, tão puras, tão verdadeiras.
Voltei a sentir as suas mãos no meu corpo. Ele subiu para cima de mim e automaticamente as minhas pernas abriram para que o seu corpo encaixasse perfeitamente no meu, os meus braços envolveram o seu tronco e os meus lábios deliciaram-se com os seus.
-Vamos hacer niños solo más un ratito sí? – perguntou-me por entre beijos.
Ri-me daquela pregunta. – Pablo, Sara está desperta…
-Ella está viendo la tele. – disse-me calando-me com outro beijo.

(…)

Depois do pequeno-almoço em casa do Aimar segui para casa. A Sara estava a ver tv quando cheguei.
-Agora passas mais noites fora de casa do que aqui. – disse sem tirar os olhos da tv.
-Desculpa pequenina. – disse-lhe dando-lhe pequenos beijinhos na cara. –Eu prometo que não te deixo tantas vezes sozinha.
-Por mim é na boa, desde que o Franco possa dormir aqui comigo. – disse-me com ar de santinha.
Ri-me. – Claro que pode.
-Então como foi a festa de aniversário do sr. Pablito Aimar?
Ri-me de novo. – Muito boa.
-Claro, já vi que sim! E como correu a conversa?
-Qual conversa?
-Jane, do Rúben, a conversa do Rúben!
-Ahhhh essa…. Ainda não falei com ele sobre isso.  – disse-lhe sinceramente.
-Não? Oh Jane Maria já devias de ter falado.
-Nós vamos jantar hoje por isso logo falo com ele.
-Sim, não adies mais isso! E… dormir fora também vais dormir?
Olhei-a. –Não faço ideia.
-Então quando fizeres ideia diz alguma coisa porque assim eu convido o Franco….
-Sim Sarinha. Sim… No problema!
Tinha a tarde toda cheia de trabalho por isso tinha que me despachar. Almocei com a Sarinha e fui-me arranjar pró trabalho.
Vesti uma saia azul de cinta subida sobreposta num top cinza e com o meu casaco verde lima. Adornei com um cinto da mesma cor dos sapatos. E estava pronta!

 

 

 

Cheguei bem cedo ao estádio.
E comecei logo a trabalhar. Tinha ainda muito que fazer. Tinha que fazer os três protótipos das t-shirts e elaborar todos os stencils para a estamparia por gama de cores.
Estava tão absorvida no trabalho que nem dei pelo David e o Rúben entrarem.
-Oi pequenina. – disse o David.
-Olá. – cumprimentou o Rúben muito secamente.
-Pronto lá vem ele com o pequenina. – disse revirando os olhos e num tom mais baixo.
-Que? – perguntou o David.
-Oi grandalhão! – disse-lhe com um sorriso forçado. – Olá Rúben… que querem? -perguntei continuando mais concentrada no trabalho.
-A gente queria saber se você quer sair! Dar uma saltada ao bar do costume. – disse-me o David.
-Hum… Não vai dar… Logo vou jantar com o Aimar.
-Poxa, agora nunca tem tempo para a gente? – perguntou o David.
-É agora é só Aimar, Aimar, Aimar… -disse o Rúben num tom de provocação.
Olhei-o nos olhos, para que ele percebesse que estava a abusar.
-Olha aí manz acho que se os olhos dela fossem balas ela já teria matado você.
-Não dá, está bem! Fica para outro dia. Agora se não se importam deixem-me trabalhar! – disse friamente.
-Ok! – disse o David que balbuciou algo para o Rúben que não percebi bem o que.
Quando voltei a olhar para o lugar onde eles estavam, já só lá estava o Rúben que me olhava.
-Ainda aí estas? Podes ir embora! – disse-lhe friamente.
-Não sem antes perceber uma coisa…
-O que? Não há nada para perceber e se vens aqui para me atirar à cara que estas com ciúmes do Aimar, podes dar meia volta e sair!
Ele chegou-se perto de mim agarrou-me nos braços e obrigou-me a olhar para ele.
-Diz-me nos olhos que não gostas nem um bocadinho de mim, diz! – disse-me num tom de voz mais alto.
-Rúben larga-me! – pedi-lhe seriamente.
-DIZ! Diz que não me desejas nem um bocadinho! Diz que depois de eu te ter dito o que sentia que não mexeu contigo! DIZ! – dizia agarrando-me ainda com mais força.
-Rúben eu estou a falar a sério LARGA-ME! – pedi-lhe completamente furiosa!
Sem me largar puxou o meu corpo para ele e beijou-me. Pressionou os seus lábios contra os meus e tentou abrir caminho pelos meus que se mantiveram fechados. Finalmente depois de uma tentativa falhada largou-me e cravou os seus olhos nos meus.
-Ruben… Eu não acredito que fizeste isto! Mete na cabeça, EU NÃO GOSTO DE TI!
E sem mais nada para lhe dizer, alcancei a minha mala que estava na mesa por trás de mim e dirigi-me a saída, não aguentava mais ficar ali. Mas mal me virei, vi o Aimar completamente parado a olhar para nós os dois, com um olhar confuso. O meu coração parou! Não podia ser… Eu imaginava as coisas que lhe estariam a passar pela cabeça depois do que viu.

-Pablo… - disse dirigindo-me a ele.
Mas ele continuou lá parado, sem se mexer. Continuou com o seu olhar confuso que perfurava agora o meu como se a procura de respostas. Permaneceu lá sem dizer nada.
Pousei uma mão sobre o seu peito. – Pablo… escutame yo…
Ele retirou a minha mão do peito dele sem desviar o seu olhar do meu. –Despues hablamos.

E vi-o sair, sem dizer mais uma única palavra.
Eu não sabia como reagir, não podia ser… O meu coração ia-me sair pela boca e os meus olhos encheram-se de lágrimas.
Voltei-me e encontrei o Rúben na mesma posição que estava anteriormente. Vi-o aproximar-se de mim… Abriu os braços para me abraçar, mas afastei-me.
-Saí!
-Jane…
-SAÍ! RÚBEN SAÍ! – disse-lhe com lágrimas no rosto.

 


16

 

 

Eu precisa de falar com ele, explicar-lhe o que se passava. A última coisa que eu queria era que ele pensasse que eu andava envolvida com o Rúben nas suas costas.
Segui até a garagem o carro dele já não estava lá. Saí dela o mais rápido possível e dirigi-me a casa dele. Ele tinha que estar lá! Tinha que estar! Eu precisava de esclarecer tudo o mais rápido possível.
Toquei a campainha mas nada. Apenas silencio. E quando finalmente desisti e me virei para ir embora, vi-o chegar no seu carro. O meu corpo voltou a congelar. Encostei-me à porta de entrada e velo fazer aquele percurso do carro até à entrada. Agora não chorava, mas na minha face estava bem marcada a maquilhagem borratada provocada pelas mesmas que escorreram à breves momentos.
Vi-o aproximar-se e vi-o parar mal viu a minha figura junto à porta. Vi-o para com a mesma expressão com que o tinha visto a minutos atrás no ateliê. Vi-o assim por minutos. Eu permanecia quieta a olha-lo e ele continuou na minha direcção. E em segundos estava ele à minha frente em silêncio, mas com a mesma confusão no seu olhar.
-Pudimos hablar ahora? – pedi-lhe a suplicar com o meu olhar.
Ele simplesmente não disse nada, gesticulou apenas que o seguisse para dentro.
Subimos, entramos naquela casa que já me era tão familiar. Ele sentou-se no sofá grande e puxei o puff para a frente dele para me sentar.
-Pablo…yo… - eu não sabia bem como lhe explicar aquilo. Por onde começar. Não o queria levar a pensar algo errado. E rapidamente vi as minhas lágrimas escorrerem de novo.
-Dios mío, estoy pareciendo una niña llorando así! – disse limpando rápidamente as lágrimas. – Yo te debería ter dijo esto antes, pero no hay aparecido el mejor momento. – engoli em seco. –Yo sé lo que tu vistes pero… No es eso. Yo no quiero nadie con Rúben. Yo te amo. Me gustas mucho Pablo. La última cosa que yo quiero es perderte. Y lo beso, eso fue Rúben que me hay besado. Yo no quería eso. Elle hay dijo que yo le gusto pero yo le dije para me olvidar porque te amo, solo a ti. – as lagrimas teimaram em cair otra vez. – yo no lo esperaba…. Que elle me basase. Yo no quiero que pienses que yo y elle tenemos algo. Porque no tenemos. Yo solo te amo a ti. Solo te quiero a ti. Pablo…yo… perdóname… - tentei dizer e combater as lágrimas que teimavam em cair, mas não conseguia e assim algumas conseguiram escapar dos meus olhos. Baixei o olhar e senti as suas mãos limparem-me as lágrimas. Olhei-o nos olhos.
-Pablo… - tentei dizer mas rapidamente os seus dedos passaram delicadamente nos meus lábios calando-me.
-Escutame… - disse-me. –Sí…deberías de tero lo dijo. Yo no dubido que me ames. Yo lo sé cuando me besas. Pero… tener visto Rúben te besando… Yo lo percibí que algo se pasaba porque yo lo hay escotado lo que le dijiste después del beso. Sí me tuvieses dijo yo…

Eu continuava a olhá-lo as minhas lágrimas tinham recomeçado a cair por mais que eu tentasse evitar. Eu não podia perde-lo. Não podia.
Ele voltou a limpar as minhas lágrimas.
-Pablo me vas a dejar? – perguntei soluçando.
-No cariño. Me gustas mucho. Yo no te voy perder para él. No voy.
Ouvi-lo dizer aquelas palavras acalmaram-me o coração.
-Pablo, no me vas a perder para minguen. Nunca! Yo te amo a ti, solo a ti. Yo no quiero más minguen. No quiero! -disse-lhe enquanto ele me puxava para o colo dele.
Enterrei a minha cara no seu pescoço, as suas mãos afagavam-me os cabelos e deixei-me chorar e soluçar mais um pouco. Precisava de tirar aquele sentimento de dentro de mim.
-Está tudo bien cariño. – disse-me dando-me um beijo na testa.
Docemente limpou-me de novo as lágrimas e olhou-me profundamente nos olhos com os seus olhos que brilhavam de novo.
-Te amo cariño. – disse aproximando os seus lábios dos meus. Rapidamente senti a sua respiração bem pertinho dos meus lábios e senti cada traço dos mesmos, beijando-os, saboreando-os e envolvendo-os mais uma vez nos meus.
-Te amo Pablito… Te amo. Te amo. Te amo… - disse-lhe por entre mais uns quantos beijos roubados.
-La próxima vez que él tentar te besar me jame sí?
Fiz cara de chatiada. – La próxima vez que él me tentar besar yo lo mato. Yo le bato. Yo….
-Shhh… - disse roubando-me um beijo terno que me calou em segundos e me fez puxar o seu corpo mais para mim.
-Te quedas durmiendo aqui? – perguntou-me.
-A mi me gustaría mucho, pero Sara esta un ratito chateada conmigo porque yo tengo dejado ella muy sola.
-Pobrecita. – disse rindo. – Yo te levo a casa.
-Yo tengo mi carro abajo.
-Vienes buscarlo mañana. – disse-me com um sorriso no rosto.
-Esta bien. – disse-lhe roubando-lhe outro beijo.
E lá me levou ele a casa. E quando dei por ela já era um bocado tarde, mas com aquele turbilhão de emoções todas nem tinha dado pelo tempo passar.
Ela acompanhou-me até a porta onde se despediu de mim dando-me mais uns quantos beijos.
-Pablo… No quieres entrar? – perguntei trincando ligeiramente o lábio inferior.
-Sara no está? – perguntou olhando para dentro e empurrando-me para dentro.
-Ella deve estar durmiendo… - disse-lhe puxando-o para beijar mais umas vez os seus lábios.  Ele fechou a porta atrás dele e continuou o beijo que eu tinha começado. Segui-mos com os beijos até a porta do meu quarto e a cada beijo que se tornava mais aceso as minhas respiração perdia o controlo.
-Oh Jane já chegas-te? – perguntou a Sara saindo do quarto dela e deparando-se connosco aos beijos encostados a porta do meu quarto. –Ups! – disse ela mal viu o que tinha a sua frente. – Estou a mais! Beijinho e abraços e até amanha. – disse dando meia volta e entrando no quarto. Senti os seus beijos no meu pescoço e ri-me da situação enquanto entramos no quarto. Era a primeira vez que ele passava a noite lá em casa.

 

 


 

Minhas queridas peço desculpa por não ter vindo postar nestes últimos dias mas andei bastante ocupada, por isso hoje deixo-vos aqui dois capitulos e espero que gostem.

Aproveito também para relembrar do jogo de logo.

10ªJ F.C.Porto - S.L.Benfica - 7 Nov - Dom - 20:15h *sportTV1*

*confio plenamente nos nossos homens! Eles vão ganhar!*

tags:
sinto-me: confiante de que vamos ganhar!
música: :3
link do postPor pablitoaimar, às 11:20  comentar

De Bianca a 7 de Novembro de 2010 às 14:02
"Vamos hacer niños solo más un ratito sí?" Muito bom !! Aahhahahahahahaa
Adorei, Janee !! +.+
Continua ! ^^
Beijão !
: D

De Pipa a 8 de Novembro de 2010 às 10:54
Lindo!Lindo!Amo.
Como sempre espetacular minha linda :P
A Sarinha tem razao,ainda vai ter um maninho

Beijinho querida

mais sobre mim
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