9.11.10

Obrigado por compreenderem e obrigado pelos comentários *-*

Espero que gostem do capítulo de hoje :)


18

 

“…You’re a song written by the hands of god. Don’t get me wrong, ‘cause this might sound to you a bit odd. But you own the place where all my thoughts go hiding. Right under your clothes is where I find them. Underneath your clothes there’s an endless story. There’s the man I chose, there’s my territory and all the things I deserved for being such a good girl honey…Because of you I forgot the smart ways to lie, because of you I’m running out of reasons to cry. When the friends are gone, when the party is over we will still belong to each other… ”
Acordei com um sorriso nos lábios e com a música do rádio. Estávamos a meio da semana e eu tinha preparada, uma surpresa para o Pablo com uma ajudinha da Sara e do Saviola lá consegui.
Estava quase a chegar a hora do jantar e tinha que me ir arranjar para a surpresa do Pablo. Não podia ir muito extravagante porque a ideia era passarmos despercebidos. Mas tinha que ir no mínimo arranjada.
Então lá me decidi por um vestido castanho liso com um corte direito e com um pouco mais de originalidade nas magas sobreposto numas calças de cabedal também elas castanhas, optei por umas botas beges do Alexander Mcqueen de salto alto. Cabelo ao natural com uma maquilhagem mais natural, mala e estava pronta.

 

 

-Ai que bonita Janezinha. – disse-me a Sara dando-me um beijinho. –O Aimar vai adorar a surpresa.
-Sim… Espero que sim. Ele precisa de se animar. Depois de não ter sido chamado para o particular da Argentina com o Brasil e de terem perdido no dragão ele está a precisar disto.
-Sim! Boa sorte amiga. E não te esqueças que é no café “Buenos Aires”
-Sim, obrigado pela ideia já agora!
-De nada vai lá não te atrases.
Saí e segui rumo a casa do Pablo. Cheguei lá e ele estava quase pronto.
Quer dizer, tinha acabado de sair do banho e vê-lo abrir-me a porta só com uma toalha enroscada a volta da cintura deu-me uma vontade enorme de acabar com a surpresa logo ali... Era mais forte que eu, mas lá me consegui conter e esperei que ele se arranjasse.
E minutos depois apareceu na sala lindo como sempre com umas calças de ganga claras completando o conjunto com uma camisa castanha escura um pouco aberta sobre o peito e com umas all stars azuis escuras. Já para não falar daquele perfume dele que me levava as nuvens. Eu devo ter ficado literalmente especada de boca aberta a olhar para ele, porque ele mal viu a minha expressão riu-se da minha cara.
-Vámonos? – perguntou…
-Hmm…. – tirei aquelas ideias da cabeça- Sí!
-Romanella te hay dijo porque nos à invitado para cenar? – perguntou-me.
Eu manti a calma fiz-me de desentendida e disse-lhe normalmente. – No, Saviola no te hay dijo?
-No…
-Mira nos vamos en mi carro. – disse-lhe calmamente seguindo para a garagem.
Ele olhou-me mas eu nem pestanejei, comportei-me da maneira mais normal possível.
–Esta bien.
E lá seguimos no meu carro até a um restaurante bem no centro de Lisboa com vista para o Tejo.
-Mira vámonos Romanella e Savi ya están arriba.
Ele seguiu-me silenciosamente e quando lá chegamos o garçon que já me conhecia da marcação levou-nos até uma mesa que estava mais discreta e à parte no restaurante com uma vista maravilhosa sobre a iluminada Lisboa e sobre o maravilhoso Tejo.
Ele olhou em volta, mas de Saviola e Romanella nada. Sentou-se a minha frente numa mesa que era só para dois.
Sorri-lhe envergonhadamente.
-No tienes nadie para me contar cariño? – perguntou-me com um sorriso no rosto como que a perguntar-me o que se passava
-Sí… Mira que… Savi e Romanella no vienen.
-No? – perguntou-me surpreso ainda que com um ligeiro sorriso nos seus lábios. –Pero Savi me hay dijo que sí.
Ri-me. – Sí yo sé… Pero mira cariño, Savi es un grande amigo mio y yo combiné eso con él. – disse-lhe piscando-lhe o olho para o provocar.
-Sí? Grande amigo? – perguntou com um sorriso deliciosamente rasgado nos lábios.
-Sí! És una sorpresa, para ti… - disse-lhe directamente passando a minha mão sobre a dele e desviei o olhar para a maravilhosa paisagem que tinha-mos dali.
-Eres cuase tán guapa como la de mi casita. – disse também ele apreciando aquela paisagem e envolvendo a sua mão na minha.
 Jantamos calmamente com conversas e sorrisos pelo meio. Aquele momento com ele estava a ser maravilhoso. Um tempinho só para nós sem termos que estar fechados nas mesmas 4 paredes. Mas a noite não acabava ali. A-propósito… A noite ainda era uma criança.
 
Depois de um jantar maravilhoso no qual eu não o deixei pagar nem um cêntimo ainda que ele ficasse um bocado aborrecido com isso. Mas eu sou mais teimosa do que ele.
Seguimos, mas não para casa.
-Doende vamos? – perguntou mal viu que não nos dirigíamos para casa.
Sorri, mas não lhe respondi… Também ele sorriu e se manteve em silencio até chegarmos ao nosso destino.
Parei enfrente a um bar com um “ar latino” bastante iluminado de onde podíamos ouvir óptimas melodias vindas de lá de dentro. O bar tinha o nome de “Buenos Aires” e tinha sido a Sara a recomendar-me, ela tinha cá vindo a uns dias com o Jara e disse que era fantástico.
O Aimar olhou para mim a tentar perceber onde a que eu o levava, mas continuou calado e com um sorriso no rosto seguiu ao meu lado com o seu braço a envolver a minha cintura.
Entramos, gostava do ambiente ali, ninguém se importava com quem entrava o quem deixava de entrar, por isso ali ninguém ia perceber que o Pablo era o Pablo Aimar e íamo-nos divertir.
Era uma espécie de bar argentino mas em Lisboa, onde as pessoas dançavam tango.
Ele sorriu para mim e deu-me um beijo no rosto. –Como encontraste esto? – perguntou-me sussurrando-me ao ouvido para que eu o ouvisse.
Encolhi os ombros e mordisquei o lábio.
-Savi? – perguntou-me levantando ligeiramente uma sobrancelha.
-No. Pienso que él no sabe da existência disto.
-Entonces como encontraste esto? – perguntou-me de novo ao ouvido sem que o seu sorriso lindo desaparecesse por um segundo.
-Sara hay venido aquí con Jara y me hablo mucho bien diste lugar.
Rapidamente a música mudou e começou a tocar uma música bastante conhecida minha das aulas de danças de salão do secundário. (goten Project – santa maria)
-Viene! – puxei-o para mim. – Vamónos a bailar.
-Sabes bailar el tango? – perguntou-me com um ar surpreso.
-Sí. – disse-lhe roubando-lhe um pequeno beijo.
O seu corpo se juntou rapidamente ao meu balançando ao ritmo da música numa dança cheia de sentimento e de sensualidade. Eu adorava o tango. Era como se fosse algo intimo, era uma dança bastante próxima, com movimentos sensuais e subtis. Ele dirigia o meu corpo e fazia comigo o que bem lhe apetecesse, e eu deixava-me levar. E quando demos por nós a música terminou com os nossos rostos bem próximos um do outro e com o nosso olhar cravado um no outro. Senti a sua respiração nos meus lábios. E silenciosamente e subtilmente beijei-lhe os lábios saboreando-os deliciosamente nos meus. Em segundos apercebemo-nos do que nos rodeava e por esta altura estava tudo a bater palmas de olhos postos em nos… E ambos envergonhados afastamo-nos para um canto.

Sentamo-nos numa mesa onde apreciamos um bom vinho e vimos as pessoas dançar alegremente.
-Bailas muy bien. – disse-me ao ouvido.
Sorri e as minhas bochechas viraram vermelho. – Gracias cariño pero tu bailas muy mejor que yo.
Ele beijou-me o rosto e afastando o meu cabelo trincou-me levemente o lóbulo da orelha o que fez um arrepio percorrer-me o corpo.
Dançamos mais algumas músicas pela noite fora, juntando os nossos corpos em movimentos subtilmente elegantes e promíscuos numa dança apaixonante.
(…)
Acordei deliciosamente apenas envolvida num lençol. O meu braço percorreu o outro lado da cama, mas estava vazia. O que me fez abrir os olhos. Levantei-me, enrosquei o lençol a volta do meu corpo e fui até a sala, onde o encontrei a tomar o pequeno-almoço.
-Buenos días. – disse-lhe dando um beijo.
-Buenos días cariño. – disse-me com o rosto iluminado por um sorriso.
-Porque no me despertaste? – perguntei-lhe sentando-me no colo dele e passando as minhas mãos no seu pescoço.
-Porque a inda eres cedo y pudrías quedarte durmiendo. Yo tengo treino. – disse envolvendo a minha cintura nos seus braços.
Trinquei o meu lábio inferior. – Eres tan dolce Pablito. – disse-lhe envolvendo os seus lábios nos meus e apreciando o sabor do café que eles possuíam.
Ele foi para o treino, eu tomei um duche e segui para casa, tinha de ir trabalhar daí a uma hora.

-Então como correu? – perguntou a Sara mal me viu entrar em casa.
-Correu bem. –disse-lhe atirando-me para cima do sofá. – Mas será que tu não tens mais nada que fazer do que saber da minha vida privada? – provoquei-a na brincadeira.
-Não! Como sabes encontrar trabalho está difícil e então dediquei-me a escrever um livro sobre a tua paixão com o Aimar por isso devo manter-me informada.
-Hun? – olhei-a incrédula.
-Calma, estou a brincar…
Eu atirei-lhe com uma almofada para cima e segui para o quarto ainda tinha que me arranjar para o trabalho.

Hoje ia ser o dia da apresentação dos fatos prontos aos jogadores por isso tinha que ir bonita.

 

 

Vesti a minha saia bege de cinta subida e justa ao corpo com a minha blusa vintage com padrões florais, optei por uns sapatos com um salto mais baixo que o habitual, adornei com um cinto azul calypso e com uma mala da mesma cor e estava pronta.
Destino: Estádio da Luz

tags:
sinto-me: :3
música: goten project - santa maria
link do postPor pablitoaimar, às 17:41  comentar

De Bianca ! a 9 de Novembro de 2010 às 19:25
Já se me acabaram as palavras ! Mas mais uma vez LINDO !
ADOREI !
Continua!
Beijãooooo!!
^^

De Pipa a 9 de Novembro de 2010 às 20:24
Lindo Janezinha :P
Quero é mais :)

De Rita (miscarúúú() a 9 de Novembro de 2010 às 21:00
Mais uma vez lindo *.*
espero por mais :)


Beijo***

De sofiarc ॐ a 9 de Novembro de 2010 às 22:21
lindo , lindo , lindo +.+
:: quero mais, Jane :D

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