22.11.10

24

 

 

Chegamos a Londres num par de horas e apesar do frio que se fazia sentir não chovia o que era óptimo, eu odiava chuva. Se bem que estava disposta a andar a chuva o tempo que fosse preciso com a condição de ser em Londres, eu amava aquela cidade. Já era noite e decidimos ir logo para o hotel, ainda tínhamos que jantar.
Deixamos as malas no quarto que por sinal era fantástico, eu já nem queria ir jantar quando vi o quarto. Enorme, com uma cama king size no meio do quarto. Eu já me imaginava naquela cama com o Pablo, éramos ambos pequeninos naquela cama que era enorme ia ser bonito.
Tínhamos uma varanda com vista para a London Bridge, tínhamos um mini bar com champanhe e mais umas quantas bebidas. Para não falar na decoração do quarto que era absolutamente de tirar a respiração.
Não queria sair dali, mas o Pablo conseguiu arrastar-me dali para fora e fomos jantar. Acabamos por jantar no restaurante do hotel visto que o jantar estava incluído. E digamos que também fiquei maravilhada com o restaurante. Tinha um aspecto tão romântico. Não se via uma única luz acesa, apenas velas espalhadas pelas mesas que iluminavam o espaço dos eternos apaixonados, amantes… Ao fundo tocava uma banda com baladas suaves e slows calmos como a brisa do mar em Agosto. Sentamo-nos numa mesa um pouco mais afastada das que estavam preenchidas. Mesa que o Aimar escolheu e eu percebia bem porque… ele gostava demasiado da sua privacidade. Jantamos calmamente, com uma conversa agradável à mistura e com sorrisos soltos que pairavam pelo ambiente que se fazia constatar no restaurante. Ali ninguém nos olhava, éramos meros desconhecidos.
Depois de um jantar maravilhoso subimos para o quarto. Não tínhamos horas para dormir, até porque amanha só teríamos os primeiros desfiles de tarde. Logo estávamos por nossa conta. O Pablo tirou a champanhe do mini bar, juntamente com dois copos. Encheu-os meio, deu-me um para as mãos e ficou com o outro. Seguimos até a varanda. Fazia-se sentir um vento gélido que instintivamente me fez fechar o casaco e enroscar os braços à volta da cintura. Ele aproximou-se de mim, encostou o seu corpo as minhas costas o que fez o meu corpo aquecer subitamente. O seu queixo encaixou perfeitamente entre o meu ombro e o meu pescoço.
-Eres una ciudad muy linda. – disse-me.
-Sí! – dei um gole no champanhe.
-Sabes… estamos yuntos a algún tiempo pero no lo se así tanto sobre ti.
Virei-me para ele. – ¿Que quieres saber?
Ele sorriu. – No lo se… Cosas simples… ¿Qué color te gusta más? ¿Cual eres tu cansón favorita?
Ri-me e beijei-o levemente nos lábios. Era engraçado ver a timidez expressada na sua face e ao mesmo tempo a curiosidade. –Rojo, la color de mi Benfica! A mi me gusta mucho coldplay. ¿Y tu?
-Me encanta el azul. También me gusta coldplay.
-¿Azul? No puede ser cariño. No puedes gustarte de las colores del enemigo. – Brinquei com ele, tocando-lhe de leve com o indicador na testa.
 Ele sorriu. –Me gusta el azul del las pampas. 
Olhei-o com ternura, eu sabia o quanto ele desejava voltar à selecção. Eles a que ficavam a perder sem um magnifico jogador como ele lá. Um jogador que a par do Messi traria muitas alegrias aos argentinos e a mim.
Beijei-o ternamente nos lábios e deixei que os meus dedos se entrelaçassem nos seus cabelos.
-Yo sé que vas a volver à la selección! – disse-lhe quando quebrei o beijo ainda com o rosto muito perto do dele.
Ele olhou-me nos olhos e sorriu. Voltei a virar-me para apreciar aquela paisagem e foi nesse mesmo instante que a London Bridge levantou.
Sorri, os braços dele envolveram a minha cintura e senti-o sorrir contra o meu pescoço. Diziam que dava sorte ver a ponte levantar. E nós tivemos a sorte de o presenciar logo na nossa primeira noite em Londres.
-¿Sabes lo que me apetecia? – disse-lhe virando-me de novo para ele.
-¿Un besito? – perguntou-me envergonhado.
Ri-me e roubei-lhe um beijo. –No, ir ate la piscina!
-Pero hace mucho frio cariño! – disse-me preocupado.
-Sí yo lo sé. Pero el hotel tiene una piscina cubierta en el tejadillo.
-Àgua caliente? – perguntou-me.
- Sí! Calentita!
Puxei-o comigo, tranquei a varanda. Saí disparada do quarto com ele atrás. Entrei no elevador e premi para o 14º andar. Encostei-me a um lado do elevador apreciando cada pedacinho do maravilhoso homem que tinha a minha frente. Os meus olhos brilhavam de desejo, mas o desejo foi interrompido pelo plim do elevador que indicava que tínhamos chegado ao nosso destino. Saímos do elevador, seguimos até ao fundo do corredor. Abrimos a porta de dava acesso à piscina e subimos as escadas que nos levaram até a um terraço fechado com uma piscina enorme que libertava um vapor delicioso para o ar. A vista que tínhamos dali era ainda mais maravilhosa. O terraço estava rodeado por janelas que nos deixavam deliciar a maravilhosa paisagem. Paisagem que teimava em ficar desfocada por causa do vapor que a agua quente libertava. Despi o casaco, seguido pelo vestido, legguins, botas…
-¿Bikini? – perguntou-me enquanto me despia.
-No. Me olvide! – disse mordiscando levemente o lábio inferior.
Fiquei apenas em lingerie, o que fez com que os seus olhos percorressem cada centímetro do meu corpo. E em segundos, dei um salto para a piscina. A água esta deliciosamente quente.
-¿Vienes? – perguntei-lhe segundos depois de imergir da água.
-No! – disse puxando uma cadeira que estava lá para perto da piscina onde se sentou.
-¿No? Perguntei-lhe fazendo olhinhos. – Eres malo!  - e mostrei-lhe a língua.
Ele sorriu e ficou a observar-me enquanto dava mergulhos pelo fundo da piscina. Nadava de um lado para o outro mudando de um estilo para o outro. E depois de alguns minutos fartei-me de andar lá sozinha. Tinha que aproveitar para estar com ele enquanto podia, afinal ele tinha vindo para estar comigo.
Cheguei perto da beira da piscina onde ele estava, onde apoiei os braços e colei o meu olhar no dele. Ele sorriu deliciosamente sem desviar o olhar. Nadei até ao outro lado e saí da piscina. Caminhei até ele, e quando ele se ia levantar coloquei-me à frente dele e empurrei-o ligeiramente para trás para que não se levantasse. Apoiei as mãos nos braços da cadeira, deixando-lhe nenhuma escapatória possível. O meu rosto ficou muito próximo do dele.
-La agua está muy buena sabes? No deverias tierte quedado aí.
Um sorriso voltou a formar-se no seu rosto, sorriso ao qual eu pus fim assim que lhe beijei os lábios. E sem quebrar o beijo sentei-me no colo dele, molhando-lhe a roupa devido a água que escorria pelo meu corpo. As suas mãos perderam-se nas curvas do meu corpo molhado e dos meus lábios os seus beijos passaram para o meu pescoço, no qual permaneceu, beijando-o intensamente, chupando-o o que me provocou uma pequena dor ainda que saborosa. Aquilo ia deixar marcas. Os seus lábios voltaram a procurar os meus num desespero atordoado. E rapidamente as nossas respirações perderam o controlo.
-Pablo… vámonos… - pedinchei por entre beijos.
E por entre mais uns quantos beijos, levantei-me do seu colo, apanhei todas as peças de roupa que estavam espalhadas pelo chão, o seu braço entrelaçou-se à volta da minha cintura e seguimos para o quarto. Tomei um duche rápido para retirar o cloro do meu corpo. Vesti uma t-shirt largueirona dos Smithers e voltei ao quarto, o Aimar estava deitado na cama apenas com uns calções e uma t-shirt branca e via tv. Eu só queria deitar-me ao seu lado, adormecer nos seus braços, aconchegar-me no seu corpo. Sentei-me no outro lado da cama ao seu lado, não estava propriamente a dar algo de interessante na tv por isso decidimos apagá-la e deitarmo-nos.
Virei o meu corpo para ele, os seus braços envolveram a minha cintura, a minha cabeça deixou-se encostar no seu peito e as minhas mãos agarraram as suas costas puxando o seu corpo para mim.
-Buenas noches cariño. – disse-me dando-me um beijo na testa.
Levantei a cabeça e beijei-lhe docemente os lábios. –Buenas noches. – disse-lhe roubando-lhe mais uns quantos beijos. Beijos que fizeram as suas mãos percorrerem o caminho que ia da minha cintura até as minhas ancas. Fazendo um pequeno arrepio passar-me pelo corpo. No caminho de volta as suas mãos fizeram o mesmo trajecto ainda que por baixo da minha camisola. As minhas mãos subiram pelo seu peito até ao seu pescoço e acabaram entrelaçadas nos seus cabelos. As nossas línguas iniciaram uma dança apaixonada que acabou comigo a mordiscar-lhe o lábio inferior.
-Te amo. – disse-me assim que quebrei o beijo.
Roubei-lhe mais um beijo rápido. –Yo también cariño. – disse-lhe e deixei-me adormecer aninhada no seu corpo.

 


 

Desculpem não ter postado mas tive um problema no pc e não consegui vir aqui.

Mais uma vez obrigado pelos comentários, fico muito grata.

Mais logo posto a part II 

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sinto-me: :D
música: hurts - wonderful life
link do postPor pablitoaimar, às 12:02  comentar

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