6.12.10

Olá seguidoras da fic. Queria desde já explicar o motivo pelo qual estive sem postar tanto tempo. Pois bem, primeiro andei super atarefada na semana passada pois tive que tratar de um monte de papelada pelo simples facto de eu ter de ir para o porto. E segundo porque morreu um familiar meu e como passei praticamente todo o meu tempo livre incluindo o fim-de-semana fora da minha cidade, não tive tempo para postar nem sequer escrever uma linha que fosse. Por isso peço imensas desculpas e espero que compreendam. Hoje venho deixar-vos o capitulo 29 e um pouco do 30, visto que foi tudo o que eu consegui escrever esta manha para vocês. Espero que gostem e mais uma vez obrigado por todos os comentários.


 

29

 

 

Acordei com uma sensação de dores por todo o corpo, sabem quando acordamos de manha e parece que andamos a trabalhar a noite toda? Eu sentia-me assim mas 10 vezes pior. Tentei abrir os olhos, mas uma forte dor invadiu a minha cabeça. Tentei mexer-me mas a dor aumentava, por isso decidi manter-me quieta e tentar abrir os olhos. Depois de algum esforço consegui sentir a ligeira dor da minha pupila contrair por causa da luz forte que irradiava no quarto. A minha visão estava desfocada, mas com o tempo começou a melhorar, e foi aí que me apercebi de que algo não estava bem. Estava numa cama que não era a minha, tinha duas máquinas do meu lado esquerdo que emitiam um pipipi irritante, e do meu lado direito tinha soro ligado por uma agulha ao meu braço. O que é que me tinha escapado? E que raio fazia eu ali? Olhei para o fundo da pequena sala e vi o Rúben sentado num dos pequenos sofás, adormecido. Voltei a fechar os olhos… Não me lembrava do porquê? O que estava eu ali a fazer?
Minutos depois, uma enfermeira entrou no quarto o que fez o Rúben despertar.
-Ahh a menina já acordou! Óptimo! – tentei falar mas nada me saiu. –Vou só aqui dar-lhe uma injecção para não ter dores. – E dizendo isto sorriu e voltou a sair instantes depois.
Eu só queria saber o que se passava. – Ainda bem que acordas-te! Se não acordasses eu nunca me perdoaria. – disse-me chegando perto da minha cama, e eu ia jurar que pude ver uma lágrima escorrer pela sua face.
-Rúben… - consegui dizer ainda que quase em sussurro. – O que é que… se passou? – perguntei a muito custo.
-Não te lembras? – perguntou um pouco incrédulo, eu limitei-me a acenar que não com a cabeça.
-Tu vinhas para Lisboa, para fazer o design dos nossos fatos e… Tiveste um acidente muito grave… Estavas em coma à 4 meses. E a culpa é toda minha, se eu não te tivesse convencido a vir… - agora tinha a certeza que tinha visto uma lágrima correr-lhe no rosto. Mas o meu cérebro não estava a assimilar bem as coisas. Como poderia ser? Eu nunca tinha chegado a Lisboa? Não, não podia ser verdade. Como? Se eu não me lembrava de nada. Alias, as únicas recordações que eu tinha eram com o Pablo. O Pablo… Se eu nunca tivesse chegado a Lisboa… Isso queria dizer que isto era um sonho? Que eu nunca tinha estado com ele… Não! Não podia ser, os nossos sentimentos são reais, eu amo-o e ele ama-me. Não! Acidente? Como se eu não me recordava de nada.
-Acidente? – perguntei forçando a voz a sair mais alto.
-Sim querida. Ficas-te muito mal.. Tive medo do pior.
-O Pablo? – perguntei desesperada
-Pablo? Pablo Aimar? – perguntou-me com uma expressão de quem achou a minha pergunta fora de contexto.
Eu acenei que sim com a cabeça e ouvi a última coisa que eu queria ouvir. –Mas tu conheces o Pablo Aimar? Eu acho que vocês nunca se conheceram das vezes em que fomos ao norte. O teu cérebro ainda não deve estar a assimilar bem as coisas.
Paralisei, o meu corpo tentou mover-se mas as dores voltaram, eram como agulhas que perfuravam os meus ossos e as lágrimas começaram a descer o meu rosto. Olhei-o nos olhos, eu não consegui acreditar no que estava ouvir. A única coisa da qual eu tinha certeza neste momento era que o amava e que tudo o que eu e ele tínhamos vivido juntos era verdadeiro. Todas as palavras, todos os beijos… Acenei freneticamente que não com a cabeça enquanto varias lágrimas delineavam traços no meu rosto.
-Calma querida, estiveste muito tempo em coma… Isto vai passar. – disse tentando limpar-me as lágrimas.
-NÃO! – gritei do fundo do meus pulmões e reunindo todas as forças que tinha, arranquei o soro do meu braço e levantei-me daquela cama.
-O que é que estas a fazer? – perguntou. –Pára! – gritou assim que me viu levantar. E assim que pus os dois pés no chão, uma dor imensa invadiu a minha perna esquerda e eu caí redonda no chão.
-Pára Jane, tens uma perna partida. Tem calma eu estou aqui!
Afastei-o de mim violentamente. –Tu não entendes! Eu amo-o. Isto não é verdade. Eu não me lembro de porra de acidente nenhum. Eu amo-o e quero aqui!
Ele olhou-me desesperado e disse calmamente -Calma, Jane… Não estou a perceber… de quem estas a falar?
-Do Pablo! Eu amo-o! – E assim que disse isto mais uma data de lágrimas escorreram pelo meu rosto.
-Jane… - vi-o coçar a cabeça com uma mão num jeito de não saber o que dizer. – O médico disse que o acidente poderia mexer com a tua memória, mas não me disse que também te poderia dar alucinações…. Ouve, o Pablo é casado. Pensei que soubesses isso… Volta para a cama, descansa.
Olhei-o incrédula… Eu tinha que estar a delirar...só podia. Isto não podia passar de um sonho… O que ambos tínhamos vivido era demasiado real. Não podia ser… Ele não era casado não! Ele estava comigo! Sem conseguir pronunciar uma palavra, desatei num choro descontrolado e numa mistura de soluções com suspiros desesperados.
-Enfermeira! – gritou o Rúben. E rapidamente vi duas senhoras vestidas numa bata branca entrarem na pequena sala.
-Ajudem-me a colocá-la de novo na cama. Penso que teve uma crise.
-NÃO! – gritei desesperadamente e freneticamente acenei que não com a cabeça enquanto lágrimas incessáveis corriam pelo meu rosto.
(…)
Senti um abanão no corpo, e com uma golfada de ar abri os olhos, e vislumbrei o seu rosto divino.
-Pablo… - Abracei-o com todas as forças que tinha, senti o seu cheiro, olhei em redor… Estava de volta ao quarto. Tinha o rosto repleto de lágrimas, e enquanto o agarrava fortemente, implorei-lhe enumeras vezes que não me largasse.
-Cariño… estabas soñando. – disse-me ao ouvido, afagando-me os cabelos.
 Beijei-lhe suavemente os lábios… queria senti-lo. Ter a certeza que aquilo era a realidade. Que ele estava ali e que não era apenas a minha imaginação.
Cuidadosamente ele limpou os vestígios das lágrimas que ainda estavam no meu rosto e beijou-me a testa.
-Yo estoy aquí pequeña. Esta todo bien! – disse-me envolvendo ternamente os seus lábios nos meus, de novo.

 

30


Passaram alguns dias depois daquele pesadelo horrível. Mas mesmo assim sentia-me estranha, pensava constantemente na possibilidade estúpida de que talvez aquilo fosse a realidade e eu estivesse acordada para um sonho. Mas tinha que esquecer isso. O Benfica tinha ganho mais um jogo na liga e o cerco ao f.c.p começava a apertar, já para não falar no facto de que estávamos isoladíssimos no 2º lugar. Tinha recebido óptimas propostas de apoio para a minha própria colecção e estava a pontos de aceitar. O meu contracto com o Sport Lisboa e Benfica estava a chegar ao fim. Só trabalharia para eles até à segunda semana de Dezembro. Ia ter imensas saudades, mas tinha que continuar com a minha vida. Só não sabia como me decidir… Até porque as melhores ofertas vinham da Inglaterra mas com a condição de eu me mudar para lá para elaborar a colecção. Mas eu não queria estar 3 a 4 meses longe de quem eu mais amo. Também tinha propostas vindas de Espanha, inclusive a da Zara que consistia em fazer a minha própria colecção para colocar à venda nas lojas da marca. E Espanha ficava mais à mão de semear. Em Portugal apenas tive o amável convite de trabalhar num projecto a par dos meus queridos amigos Storytaylors ou com a Fátima Lopes. Mas eu estava mais virada para a ideia de fazer a minha própria colecção. Não é que não me sentisse grata e feliz por estes designers quererem trabalhar comigo, não… Nada disso. Mas sabia que estava pronta e que conseguia fazer a minha primeira colecção sob o meu nome e apresentá-la ao mundo. Também sabia que era um grande passo a dar em termos de carreira. Mas estava disposta a isso. Ou me saía bem agora e ganhava alicerces para futuras colecções ou me estendia ao comprido e via a minha futura carreira arruinada, mas eu era pessoa de correr riscos.

 


 

 

tags:
sinto-me: :s
música: marron 5 - misery
link do postPor pablitoaimar, às 15:17  comentar

De caty_silva a 6 de Dezembro de 2010 às 16:34
Olá!!!

Como te disse, aqui estou eu! Acabei de ler o capítulo!

Gostei muito, principalmente da forma como começas-te a escreve-lo, por momentos pensei mesmo que ela tivesse tido o acidente, e que tudo passa-se de imaginação dela :P

Tenho acompanhado a tua fic, desde o inicio mas confesso que não tenho comentada :S mas aproveito hoje para te dizer que gosto imenso da tua história e da forma como escreves!

Continua... Fico á espera dos próximos!

Bjs

De Rita (miscarúúú) a 6 de Dezembro de 2010 às 18:10
Bem tenho imensas coisas para dizer...

Já estava com saudades de ler um capitulo, já há imenso tempo que não postavas (nós entendemos não te preocupes :))

quando comecei a ler o capitulo confesso que me puseste com o coração nos pés... era tudo um sonho bem bonito. Conseguiste por-me a chorar, não estava nada a espera deste desfecho.

mas quando comecei a ler mais, o meu coração fez o caminho de regresso ao seu lugar e fiquei mais descançada, bem que raio de sonho para se ter!!!

ainda bem que ela tem o Pablo xD

agora espero pela continuação, quero saber o resto

beijos***

De Rita (miscarúúú) a 6 de Dezembro de 2010 às 18:13
PS: pipipi lembrou-me a casa dos segredos xD

De sofiarc ॐ a 7 de Dezembro de 2010 às 23:42
Ainda bem que gostaste, Jane :)
Eu AMEI estes capítulos *-* (principalmente o 29!)
Escreves muito bem, mesmo.
Beijinho ♥

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