10.12.10

Obrigado por todos os comentários e por continuarem a seguir a minha fic.

aviso: o capitulo 31 contem linguagem sexual e bolinha vermelha XD todos os comentários ofensivos serão removidos.

Espero que gostem do capitulo e do novo design do blog.

 


 

31

 


Uma semana passou, e era a última em que trabalhava para o Sport Lisboa e Benfica. As despedidas eram a pior parte mas tinha que ser. O Presidente ficou com pena de não poder fazer mais nada por mim, mas exigiu que todos os trabalhos futuros do género no clube que seriam feitos por mim, quando fosse preciso. Despedi-me dos dirigentes e do treinador a quem pedi que levasse a equipa por um bom caminho. E depois veio uma fila enorme de jogadores. Jogadores, que aprendi a conhecer em 5 meses. Jogadores com os quais um nunca pensei em me vir a dar tão bem. Ia ter saudades de não os ver quase todos os dias. Óbvio que alguns continuariam a estar comigo mais no dia-a-dia, outros nem tanto. E era disso que eu ia ter saudades. Decidi que me despediria do Pablo com um abraço como todos os outros, pois não queria dar nas vistas no meio de tanta gente, mas o meu plano não correu como planeado visto que quando me vi nos braços dele e senti os seus lábios procurarem os meus, cedi. E depois de todas as despedidas, dei uma volta pelo recinto. Aquele Estádio maravilhoso que me tinha acolhido, que tinha trazido pessoas maravilhosas para a minha vida. O Estádio do meu clube do coração.
O Pablo levou-me a casa e combinamos jantar mais tarde. Finalmente, depois do apoio de toda a gente inclusive da minha família, que até já aprovava a 100% o meu namoro com o Aimar, decidi-me por qual opção escolher. Escolhi ir para Espanha. Destino: Barcelona. Tempo de duração: 4 meses. Decidi aceitar o apoio da marca Dolce & Gabana para a minha colecção. Basicamente não faria uma colecção para ficar sob o nome da marca. Faria sim uma colecção sob o meu nome para depois ser vendida nas lojas da marca.
Começaria em Janeiro, e queria aproveitar o máximo de Dezembro… Mas Dezembro passou rápido. Passei o meu aniversário com o Pablo, era a primeira vez que passava o aniversário longe da família. Ele levou-me a jantar a um restaurante lindíssimo com música ao vivo e ofereceu-me um anel em ouro branco trabalhado e com uma safira vermelha no topo, estilo vintage que eu adorei. É obvio que a noite acabou na cama dele onde nos entregamos ao desejo uma vez mais. A Sara continuava em baixo graças ao Jara, mas eu lá me esforçava e conseguia animá-la. Arrastei-a atrás de mim para vir passar o Natal a Aveiro com a minha família e o Aimar, levou os filhos e viajou até à Argentina para passar o Natal com a família dele. Tínhamos combinado que esta seria a ultima vez que passaríamos o Natal afastados um do outro. No próximo ano passaríamos o Natal em família nem que fosse preciso eu arrastar a minha família até à Argentina ou ele arrastar a dele até a Aveiro ou arrastarmos as duas famílias até Lisboa, o que não era mal pensado de todo. Passamos um Natal bastante animado, e muito acolhedor, onde senti umas saudades enormes do Aimar ainda que fossem apenas dois dias. Recebi um monte de prendas, mas também me fartei de comprar um monte de prendas.
Obriguei o Aimar a levar as prendas com ele, apesar de ele insistir que não era preciso eu me ter preocupado com aquilo, comprei uma boneca para a pequena Sara, um carro telecomandado para o pequeno Agustín, e uma roupinha querida para a pequenininha da Juana. No meio das prendas para os filhos dele mandei uma para ele. Uma wii com um pequeno cartão onde dizia “Para mi cariño com mucho amor… Para brincares con tus niños, beso Jane” Do que eu não estava à espera era que ele fizesse o mesmo e me comprasse uma prenda de Natal. Até porque o meu aniversário tinha sido antes do Natal e ele já me tinha oferecido um aniversário fantástico, mas pelos vistos ele comprou mais alguma coisa que pediu à Sara para me entregar.
E a Sara com um enorme sorriso no rosto entregou-me o embrulho dourado com um laçarote no meio. Da pequena caixinha tirei um porta-retratos decorado com massinhas pintadas em vermelho e branco, e onde constava uma foto tirada no primeiro dia em que conheci os filhos do Pablo. Uma foto onde ambos aparecíamos muito cúmplices, com sorrisos que iluminavam o nosso rosto, e onde no meu colo aparecia a Sara sempre sorridente e com um ar angelical e no colo dele o Agustín com cara de traquina. Soltei um sorriso rasgado e apaixonado. Aquela prenda era adorável. Juntamente com o porta-retratos vinha um papel que dizia: “¿Pensabas que me olvidaria de la navidad? Mis hijos ayudaran y decoraran el passe-partout. Te amo, Pablo, Sarita, Agustín e Juana.”
Aquele pequeno bilhete emocionou-me o que me fez soltar uma pequena lágrima. Depois daquilo desejava estar lá com ele, beijá-lo dizer o quanto o amo, agradecer-lhe por me amar tanto e abraçar os 3 pequenotes mais queridos que tinham entrado na minha vida.
A passagem de ano, foi comemorada no seio da família Benfiquista, numa festa com a presença do plantel em peso, familiares dos jogadores, amigos e por aí adiante. Obvio que eu levei a Sara atrás. Não a ia deixar passar o ano novo sozinha. E apesar de lhe ter custado, por o Jara ter marcado presença na festa com a ex, ela fez questão de ignorar a situação e de ir muito ternamente consolar o Javi Garcia que infelizmente ou não, tinha terminado o namoro de longa data com a Elena.
Era a ironia do destino… O primeiro alvo, comprometido da Sara, estar solteiro e carente na mesma altura em que a carência dela precisava de ser curada.
O irmão do Pablo aproveitou a festa para anunciar o casamento dele com a namorada de longa data, a Bianca e eu fiquei super feliz com o casamento. Desde do primeiro dia que os tinha conhecido que achava que eles iam ficar juntos para a vida e agora parecia que o pedido só me vinha dar razão. Eu tinha-me tornado grande amiga da Bianca, visto que ela também era portuguesa, mas passava pouco tempo com ela pois ela não vivia em Lisboa.
A festa correu às mil maravilhas, apesar de que no fim apenas eu, o Pablo o Saviola e o Nuno Gomes estarmos sóbrios, mas correu bem.
-Jane, não vais dormir a casa hoje pois não? – perguntou-me a Sara, que já caminhava agarrada ao Javi para não se estatelar no chão. E ele por sua vez apoiava-se nela para que não lhe acontecesse o mesmo.
O meu olhar cruzou o do Aimar e ambos nos rimos daquela situação caricata que envolvia a Sara e o Javi.
-Não Sara! Não vou, porque?
-Porque o Javi não se lembra do caminho para casa e eu pensei que ele podia ficar lá em casa coitadinho… - disse fazendo cara de pena.
-Ah pois, sim claro não se lembra do caminho! – disse ironizando a cena, à qual o Pablo completou com mais um riso que não conseguiu conter depois da minha resposta.
-Não gozes Jane… É triste! – disse passando a mão pela cara do Javi que sorria constantemente. E para quem sussurrou uns “esta tudo bien” enumeradas vezes.
Eu enterrei o meu rosto no peito do Aimar e ri-me que nem uma perdida da figura daqueles dois. Eles lá seguiram para a suposta minha casa… E eu segui com o Pablo para casa dele, ou para a “nossa casa” como ele dizia desde que eu passei a “viver” mais tempo lá do que na minha própria casa.
Chegamos a casa dele, já era tardíssimo e fizemos o nosso caminho directo ao quarto. Tirei os sapatos, arrumei o cabelo para o lado, virei-me de costas para ele e pedi-lhe que me desapertasse o vestido preto que eu tinha levado à festa.
Senti as suas mãos nas minhas costas, e conforme desapertou o vestido lentamente plantou pequenos beijos sobre as minhas costas desnudas que fizeram a minha pele arrepiar.
Beijou os meus ombros, subiu para o meu pescoço e quando o fecho do meu vestido chegou ao fim virei-me para ele e saboreei lentamente os seus lábios. Despi-lhe o blazer preto do fato sem deixar de o beijar. E depois de um beijo mais intenso, empurrei-o ligeiramente para cima da cama e consegui deixá-lo semi deitado com os olhos cravados nos meus. Deslizei o vestido pelo meu corpo e numa lentidão sensual e o meu corpo subiu o dele onde me sentei na sua cintura. Os seus olhos percorreram cada centímetro da minha pele, agora apenas coberta pela seda branca fina que se fazia notar na minha lingerie. Os nossos lábios uniram-se intensamente num beijo onde as nossas línguas dançaram fogosamente, acelerando as nossas respirações. As suas mãos descobriram todos os pedaços do meu corpo. Subtilmente, livrei-me da gravata dele que pus à volta do meu pescoço. O meu corpo precisava de sentir o dele rapidamente. A minha pele gritava por a dele a cada toque. E num único gesto, abri-lhe a camisa quase que numa tentativa de arrancar os botões sem os desapertar. As minhas mãos percorreram rapidamente os traços definidos dos seus abdominais assim que o seu peito nu ficou a minha mercê. Beijei-lhe os lábios, o pescoço, o peito… Senti-o ficar cada vez mais duro por baixo de mim. Beijei-lhe os abdominais e levantei-me para me livrar das calças dele, deixando-o apenas em boxers.
Subi de novo para cima do seu corpo onde instintivamente ele rodou os nossos corpos ficando agora ele por cima.  Senti-a cada centímetro do seu corpo ser pressionado contra o meu. Instintivamente entreabri as minhas pernas deixando o seu tronco encaixar na perfeição contra o meu corpo. As suas mãos subiram a minha barriga, acariciaram a minha cintura e apertaram gentilmente os meus seios por cima do soutien, os seus olhos seguiam detalhadamente todo o percurso das suas mãos. Os seus lábios voltaram a sentir os meus freneticamente, e eu deixei uma mão percorrer as suas costas, pressionando o seu corpo contra o meu e subi a outra até aos seus cabelos, onde entrelacei os meus dedos. O seu cabelo estava muito maior agora do que quando tínhamos começado a nossa relação, mas eu gostava mais dele assim. Gostava que as minhas mãos se perdessem no seu cabelo selvagem entre os seus beijos que me deixavam sem folgo. Levantei ligeiramente as costas da cama para que ele me removesse o soutien e assim que o seu olhar vislumbrou o meu peito nu os seus lábios apreçaram-se a beijá-lo o que me fez soltar um conjunto de gemidos que me escaparam pelos lábios sem que eu pudesse fazer nada para os parar.
Ele removeu os seus boxers ao mesmo tempo que fez deslizar as minhas cuecas pelas minhas pernas. Senti-o em mim lentamente. Era como uma peça que fazia parte do meu puzzle e que se tornava completo quando estava com ele. Os seus olhos cravaram os meus quando o seu ritmo se tornou estável… Conseguia ver o amor e o desejo nos seus olhos mas por mais que tentasse eu já tinha perdido o controlo do meu corpo à muito tempo. Não conseguia mater o meu olhar cravado no dele. O meu corpo fechava os olhos automaticamente, saboreando o momento e os meus lábios entreabriam-se para soltarem pequenos gemidos que denunciavam a minha respiração acelerada. Os meus lábios procuraram os dele, e por entre beijos implorei-lhe que aumentasse o ritmo, queria que ele me levasse ao céu. E foi exactamente o que ele fez. O seu ritmo aumentou de velocidade o que me fez cravar as minhas unhas nas suas costas, os meus gemidos saiam mais alto, os nossos corpos suados um contra o outro. As minhas mãos subiram para os seus cabelos e por entre gemidos, beijos intensos e palavras de amor ambos nos entregamos ao prazer num orgasmo que me fez agarrar os lençóis da cama com toda a força restante no meu corpo. O seu corpo caiu sobre o meu, ambos tentávamos recuperar o folgo. Instantes depois beijei-lhe a testa e afastei alguns cabelos que teimavam em tapar-lhe o rosto. 
-Te amo cariño. – disse-lhe abraçando o seu corpo contra o meu.
-Eres una das mejores cosas que me aconteceran en la vida. – disse beijando-me os lábios.

tags:
sinto-me: :3
música: toranja - laços
link do postPor pablitoaimar, às 11:21  comentar

De sofiarc ॐ a 10 de Dezembro de 2010 às 14:57
adorei, adorei, adorei !
publica já hoje o próximo, Janezinha +.+
e a propósito, também adorei o novo design do blog :)
ai aquelas fotografias do Aimar... *.*
pronto, é melhor calar-me :b
beijinhos

De Ana M. a 10 de Dezembro de 2010 às 15:38
Janeeee,

Adorei o cap... tá lindo ;)

Gostei especialmente do pormenor do presente de natal deixado feito pelo Pablito e pelos filhotes e da descrição dessa noite caliente. Muito bom, mesmo

Continuação de boa escrita!
beijinho

De Bianca ^^ a 11 de Dezembro de 2010 às 12:41
WOOWWWWW
Aquela parte final, perfeita, Janee, perfeita!!
Mais uma vez Amei !!
Continua
Beijãoo (L)
=D

De Anónimo a 11 de Dezembro de 2010 às 21:51
Ola Jane. Normalmente via os teus comentarios na fic da Pipa mas nao sabia (por distraçao provavelmente) que tambem tu tinhas uma. E ainda por cima sobre o Aimar :D
Ontem li tudo desde o primeiro capitulo ate agora e so te digo... quero o 32º! Escreves tão bem! É viciante.
Parabéns e acredita que continuarei a vir aqui e a comentar sempre que for possivel.

Adorei !

De sofiarc ॐ a 11 de Dezembro de 2010 às 23:43
Obrigadaa Jane :)
Tens razão. Mais tarde ou mais cedo, isso vai acontecer, espero :)

Não tens de agradecer, querida :D
O design deste blog está mesmo muito giro (e o conteudo também, é claro :p)
Beijinho ♥

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